Durante o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento, a indústria divulgou dados de 2107 sobre o mercado de cartões e vários estudos sobre tendências e oportunidades do setor.

Uma novidade ilustra bem a excelente dinâmica da indústria de cartões: no ano passado eles conquistaram o primeiro lugar no ranking de meios de pagamento preferidos pelos brasileiros. Pela primeira vez na história, o valor transacionado por cartões de crédito e débito superou a quantia transacionada por saques e cheques compensados. Os cartões atingem agora 32%, quase um terço, de participação nas despesas de todo o consumo realizado pelas famílias brasileiras.

Débito em destaque

Entre os vetores deste crescimento está o cartão de débito, que reúne os principais benefícios do cartão de crédito para todo o ecossistema econômico.  Os brasileiros usaram esse meio de pagamento 13% mais em 2017, superando R$ 500 bilhões transacionados. E a penetração só deve aumentar, pegando carona no anúncio feito pelo Banco Central – que fixou um teto para intercâmbio no cartão de débito. O objetivo claro da mudança é induzir a uma diminuição da taxa de desconto cobrada dos estabelecimentos comerciais.

Tanto para estabelecimentos como para consumidores, os cartões trazem praticidade e segurança. Agilizam transações, eliminam troco, saques e depósitos – junto com todos os riscos (perdas, roubos, desvio feito por funcionários) e custos adicionais para diminui-los (carros fortes, profissionais de segurança etc) envolvidos.

Para os consumidores, o cartão de débito traz ainda mais um aspecto de segurança: manter o controle das finanças pessoais. Basta observar em restaurantes e mercados, quantas pessoas com cartão múltiplo ou ambos os tipos de cartões escolhem o pagamento via débito. Em muitos casos, o consumidor prefere abrir mão dos benefícios exclusivos do cartão de crédito (como programa de benefícios ou prazo maior para pagar) em prol desta disciplina autoimposta.

Já para os estabelecimentos, o ponto a favor do cartão de débito é que diminui o fluxo de caixa graças a liquidação de pagamentos em D+1 – 30 dias antes da liquidação dos pagamentos feitos à vista no cartão de crédito. E a taxa de desconto, sempre menor que a do cartão de crédito, pode em muitos casos representar uma economia significativa.

Economia e sociedade favorecidas

O governo enxerga outros benefícios no uso de cartões para a economia e a sociedade. Se a segurança pública é prioridade, logo depois vem outro objetivo fundamental para a economia brasileira: reduzir a informalidade, que participa diretamente das taxas de violência e reduz a arrecadação de tributos.

No final, ao se comparar todos os custos ligados à cobrança, as taxas de cartão podem muitas vezes representar uma redução de despesas para os estabelecimentos devido ao custo do manuseio de dinheiro como já citado e um ganho de produtividade para a sociedade.

Fatores do crescimento acelerado

Outros fatores vêm beneficiando a penetração do cartão de débito no mercado de meios de pagamento:

  • O aumento dos terminais POS com o crescimento dos subadquirentes, que facilitam o credenciamento dos estabelecimentos comerciais e pulverizam as cada vez mais acessíveis “maquininhas” de pagamento;
  • O crescimento da base de cartões emitidos, inclusive os pré-pagos (que não necessitam que o portador tenha conta em banco);
  • A diminuição dos juros, com a menor atratividade do cartão de crédito e do parcelado, onde se tem um custo de crédito maior;
  • Maior nível de informação para os consumidores, prevenindo o uso descontrolado do cartão de crédito;
  • A melhora na educação financeira dos donos de negócios que devem privilegiar cada vez mais o pagamento via débito (porque pagam taxas menores e elevam a rentabilidade) ao mudar a forma como perguntam aos clientes como desejam pagar as compras. Muitos estabelecimentos já treinam funcionários dos caixas para perguntar “é debito, senhor(a)?” e não mais “débito ou crédito?”.

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Por Jerome Pays, diretor de e-commerce e mobile apps Lyra Network | PayZen

O lançamento em setembro passado pela Apple do iPhone 6 fez muito barulho no mundo dos geeks, uma tradição já estabelecida para toda novidade da marca com a maçã.

Mas desta vez, a novidade teve impacto além dessa comunidade e dos fãs de smartphone. Mexeu com o setor de varejo num processo sensível: o pagamento.

No e-commerce, já conhecemos a problemática dos pagamentos concluídos pela web ou ainda por meio do televenda, que podemos reunir sob a definição de transações feitas à distância.

As transações à distância, ou transações cartão não presente (do inglês Card Non Present, quando não há apresentação do cartão fisicamente, seja para ler a tarja magnética ou o chip) apresentam uma série de características que as diferenciam de sua prima, a transação cartão presente.

O transporte das informações de pagamento (dados do cartão) segue um protocolo de comunicação específico, o contrato de afiliação do estabelecimento comercial com adquirente é diferenciado e inclusive as taxas de desconto de cartão (crédito e débito) são também específicas.

Os varejistas de maneira geral não têm um grande foco no pagamento, etapa geralmente considerada como um mal necessário e um processo particularmente padrão no mundo off-line quando o cartão é presente durante a transação.

Por isto nem sempre dominam as peculiaridades das transações cartão não presente e quando se sabe a concorrência para priorizar projetos em toda empresa grande, não há de se estranhar que ainda não tenha se desenvolvido uma expertise neste assunto que representa 5% do total das transações de cartão.

A decolagem do pagamento mobile

Porém, se a aposta da Apple for certa e o pagamento por mobile for desfrutar da popularização da tecnologia NFC como impulso para descolar, as empresas sem atividade on-line propriamente dita vão passar a ter pagamentos do tipo on-line.

E mais: dependendo da curva de adoção, a proporção de pagamentos mobile pode se tornar alta num prazo curto, levando-se em conta o poder da Apple em converter milhões de usuários com alto poder de renda a mudar seus hábitos de consumo de acordo com as funcionalidades por ela desenvolvidas.

Ou seja, as transações do tipo cartão não presente vão ter que entrar na mira de todo gestor de varejo responsável pela etapa do pagamento, mesmo em empresas (ainda) sem canal de e-commerce ou televendas. Pois de 5% do total de transações feitas por cartão, o número pode se multiplicar algumas vezes em poucos anos.

Para evitar ficar para trás, é importante que estas empresas procurem conselho e acompanhamento de empresas especializadas neste setor de transações cartão não presente, garantindo a segurança dos dados de pagamento de seus clientes e a eficiência do processo, pois afinal, sem pagamento concluído com êxito, não há dinheiro entrando no caixa.

Na Lyra Network damos suporte para todos os tipos de transações, cartão presente ou não presente, e podemos ser o parceiro de seus negócios e cobranças multicanais.

A internet é tida como um mundo de oportunidades, considerada por muitos como um caminho livre para busca de informações e entretenimento, vista como uma grande zona franca onde o sentido de liberdade é real.

Um lugar habitado por aplicações comerciais, de estudo e diversão, acessadas de forma isolada ou comunitária. No Brasil, esse universo virtual começou a ganhar relevância comercial a partir do ano de 1996, junto com as primeiras lojas virtuais, abrindo as portas para o comércio on-line, onde as pessoas passaram a adquirir produtos e serviços, realizando pagamentos com apenas alguns cliques.

Processo de transações de pagamento on-line com cartão de crédito

Neste post mostramos a cinemática de todo o processo de uma transação de pagamento on-line com cartão de crédito, a forma mais usada nas operações de compras na internet. Primeiramente saiba quais são os elementos envolvidos numa operação de pagamento:

  • Comprador: é o interessado na aquisição de um produto ou serviço cujo pagamento será realizado com um cartão de crédito;
  • Loja virtual: é a empresa vendedora de produtos ou serviços interessada em receber pagamentos feitos pelos seus clientes por meio de cartão de crédito;
  • Gateway de pagamento: é a ponte tecnológica que conecta, de forma segura, a loja virtual ao adquirente. É do gateway a responsabilidade de captação e tratamento dos dados de cartão de crédito conforme as regras do adquirente, desde que este possua certificação PCI.
  • Adquirente: é o responsável por enviar os dados de uma transação ao banco emissor. É dele também a responsabilidade por manter os equipamentos e sistemas de captura usados pelos estabelecimentos no mundo físico e virtual, como, por exemplo, o POS para transações com cartão presente, o e-Commerce da Cielo e Komerci da Redecard para transações on-line (cartão não presente). Os maiores adquirentes no Brasil são Cielo e Redecard, mas existe uma grande movimentação neste mercado com o surgimento de novos players como Elavon, Global Payment e Firstdata, e o fortalecimento e expansão de Santander e Banrisul.
  • Banco emissor: é a instituição financeira responsável pela habilitação do comprador, liberação de limite de crédito, fixação de encargos financeiros, emissão do cartão de plástico, controle e cobrança de fatura e definição de programas de benefícios. É a parte responsável pela autorização de uma transação com cartão de crédito.

Os dados necessários para a efetivação de um pagamento com cartão de crédito são:

  • Valor do pagamento;
  • Número de parcelas (1 = à vista; 2 = duas parcelas, 3 = parcelas etc.);
  • Nome do titular do cartão;
  • Número do cartão de crédito;
  • Validade do cartão de crédito;
  • Código de segurança (CVV).

Visualizando o processo completo

Na imagem é possível visualizar todo o caminho do pagamento:

 

cinematicapagamento

  1. A loja virtual envia o valor da transação e o número de parcelas ao gateway de pagamento.
  2. Na página de pagamento do gateway, o comprador seleciona a bandeira do cartão com o qual deseja efetuar o pagamento, informa os dados do cartão (nome do titular, número, validade, cvv), estas informações são criptografadas pelo gateway seguindo as regras de segurança determinadas pela adquirente (parte do processo de homologação PCI-DSS). Os dados criptografados são enviados à adquirente;
  3. A adquirente verifica a validade dos dados e a partir do número do cartão identifica o banco emissor. Se os dados estão válidos são remetidos ao banco emissor;
  4. O banco emissor verifica a situação regular do cartão, não havendo nenhuma restrição o banco retorna para a adquirente a informação de que o cartão possui crédito para esta operação. Em paralelo o banco reserva no limite do cartão de crédito o valor desta transação e o mantém bloqueado pelo período limite de até 5 dias, ou até que ocorra a confirmação de captura da transação;
  5. A Adquirente responde para a loja sobre a aprovação do crédito;
  6. Compete à loja virtual decidir se a transação será aceita ou não. Ao aceitar a loja dispara o processo de captura e confirma o pagamento ao comprador.

Autenticação do comprador é responsabilidade do lojista

É importante notar que na cinemática acima que não existe um processo de validação capaz de autenticar o comprador. Essa ausência de validação exige do comerciante cuidados extras como solicitar ao comprador o envio de alguma documentação etc.

O assunto relacionado a segurança e prevenção de fraudes é tema para outros posts, mas é da responsabilidade do comerciante a aprovação de um pagamento e só compete a ele aceitar ou não atender um pedido cujo pagamento foi realizado com cartão de crédito.

 

Por Reinaldo Santos, diretor de produtos PayZen | Lyra Network